16º encontro do Clube do livro de Itaguaí e ª Conferência Fantástica!


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Especial Nas areias do deserto 
e Conferência fantástica

   




















Olá Clubetes!



Na nossa 16º edição faremos uma edição mais que especial! tão especial que ela nos levará às escaldantes areis de desertos fantásticos! O tema da edição será "Nas areias do deserto" e debateremos 3 livros.

A fúria e a aurora - Volume 1 da duologia da autora Renée Adieh;

A rebelde do deserto - Volume 1 da trilogia da autora Alwyn Hamilton;

O despertar do príncipe - Volume 1 da trilogia da Autora Colleen Houck.


E antes que você possa pensar que é mera coincidência o fato de todos os livros terem protagonistas femininas e terem sido escritos por mulheres, não se engane! Isto é pra mostrar que as protagonistas femininas de fantasia são fortes e vieram pra fica, e que a cada dia surgem mais autoras desbravando os mundos fantásticos e nos arrebatando com suas histórias e seu estilo de escrita!!!


E como se os argumentos acima não fossem suficientes para você marcar presença no evento (abre o olho) fechamos parceria com a Editora Arqueiro pra essa edição! Os brindes já estão com a gente e são maravilhosos. 


Além de tudo isso (a gente tá podendo!) preparamos uma edição completamente fantástica! A partir das 11hs os participantes terão a honra de conhecer, conversar e tietar nada menos do 7 autores nacionais com presença confirmada na nossa 1ª Conferência fantástica! sim senhoras e senhores 7 autores co presença confirmada.

Às 11 horas teremos:

Anne Lanes - autora de Garnet: Labirinto de sombras;
Giulia F Ferreira - Autora de Uma história de primavera;
Danilo Sarcinelli - autor de Passagem para a escuridão;
Cristina Pezel - autora de O mundo de Quatuorian.

Teremos um breve intervalo e às 13:30 voltamos com:

Anderson Assis - autor de O mensageiro das estrelas;
Brenda Bernsau - autora de Sophia, Alexia e o mundo além daqui;
Diogo Andrade - autor de A canção dos Shenlongs.

Os autores trarão exemplares pra venda, então não se preocupem, pois será moleza adquirir o seu pra autografar!

Após a participação dos autores teremos o debate da edição Nas areias do deserto!
Fala sério, é uma edição pra ninguém colocar defeito!

Convidem os amigos e não fique de fora!



Será no dia 03 de junho, a partir das 11hs na Casa de Cultura de Itaguaí. 

Te espero lá!

Link pra o evento aqui

15º Encontro do Clube do livro de Itaguaí


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Especial Os Bridgertons


Olá Clubetes!


No nosso 15º Encontro do clube faremos um especial Romances de época. A escolha da série foi feita por meio de enquete e gonhou a série Os Bridgertons da diva Julia Quinnn!
Vamos falar dessa série que já vendeu milhões de exemplares no mundo todo e angariou bilhões de fãs pelo planeta!!!

A série ( ao todo são 9 livros) nos trás histórias de 1774 até 1840. é isso memo! 66 anos de histórias sobre essa família maravilhosas!

Acompanharemos as histórias de 8 irmãos, batizados em ordem alfabética: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinyh e de seus pais Edmund e Violet. Nessas histórias, somos transportados para a londres e arredores de 1813 e os costumes da sociedade de côrte. As O ambiente e as relações criadas por Julia Quinn nos envolve de tal maneira que não deixamos de desejar - com pesar - poder visitar esta época.

Em meio a aristocracia britânica, bailes, histórias de amor, intrigas e fofocas - Obrigada Lady Whistledown! - nos divertimos pra valer com esses personagens!

se você ainda não leu essa série, não perca tempo! Corre!!!

Nessa edição fechamos parceria com a Editora Arqueiro que estão nos enviando coisas bem legais. No nosso encontro teremos marcadores lindos, livros e mimos para sortear.  E pasmem, nosso primeiro autógrafo internacional! Sim, senhoras e senhores, Sortearemos um exemplar autografado pela Julia Quinn! Então vê se não perde heim!

Será no dia 06 de maio , na Casa de Cultura de Itaguaí a partir das 14hs. 
Confirme já sua presença!

Link do evento no Facebook aqui. 

14º Encontro do Clube do livro de Itaguaí


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Especial Trilogia Grisha

Preparados para nesse 14º encontro entrar em Ravka?

Um mundo onde pessoas comuns vivem ao lado dos Grishas — uma elite mágica liderada pelo misterioso Darkling — onde uma menina orfã de guerra não esperava ser agraciada com um poder único, onde sua âncora vem do seu melhor amigo Maly, onde pessoas traem, mentem e erram. 

Alina vê seu mundo virar de cabeça para baixo com a revelação de ser uma conjuradora — um subgrupo da elite Grisha, também conhecido como Segundo Exército ou Mestres da Pequena Ciência — e junto com ela viveremos as mudanças ocorridas tanto em sua vida pessoal quanto na política do reino. Sua chegada irá causa rebuliços inimagináveis, onde a peça central para tudo que estar por vir é ela mesma. 

Alina será apenas um fantoche ou irá se rebelar?

Então seja você Corporalki, Etheralki, Materialki, Soldados do Primeiro Exército, Realeza, pessoa comum, está convidado a descobir qual será o futuro de Ravka, um reino de fé, de luta, mas principalmente dominado pela realeza subjugando aqueles que tem poderes.

Será no sábado 01/04 (não é mentira...rsrs) A partir das 14h na Casa de Cultura de Itaguaí.
Te esperamos lá!

13º Encontro do clube do livro de Itaguaí


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Especial Stephen King


Na 13ª Edição do nosso Clube do Livro de Itaguaí, vamos falar de um autor muito especial: Stephen King. Nascido em Portland, no Maine, em 1947, já escreveu mais de 50 romances e centenas de contos. Possui três filhos (Owen, Joe e Naomi) e ele normalmente é associado às histórias de terror como Carrie e O Iluminado. Mas, por mais de uma vez, King já demonstrou ter uma habilidade de escrita que ultrapassa o gênero do terror, e alguns dos trabalhos que muitos se esquecem que são dele, como os filmes À Espera de um Milagre, Conta Comigo e Um Sonho de Liberdade. O autor continua a produzir e nos últimos anos tem se envolvido com a produção de séries de TV baseadas em seus trabalhos como Novembro de 63 e Sob a Redoma. Curiosamente, seu filho Joe também seguiu os passos do pai e tem se mostrado um escritor de terror muito competente.

Além de discutirmos a sua contribuição para a literatura, vamos assistir a um filme clássico dos anos 80: Christine. Baseado no romance homônimo, a história gira em torno de um carro amaldiçoado e em como ele afeta a mente de um adolescente reprimido. Muito mais do que apresentar cenas de terror, Stephen King mostra o que uma pessoa é capaz de fazer quando é constantemente mal tratada por colegas e conhecidos. Trabalhar personagens é uma marca registrada do autor e nesse filme vamos ver isso com clareza. 

Vamos nos assustar e nos maravilhar com a carreira desse fantástico autor. Todos estão convidados para mais esta edição do Clube do Livro!!


Vai ser no dia 11/03, a partir das 14hs, no Célula 1!

Resenha - Espada de Vidro (A Rainha Vermelha, Vol. 2)


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Autora: Victoria Aveyard

Editora: Seguinte

Páginas: 496

Gênero: Fantasia / Distopia

Sinopse: "O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter."


                                                                        Por Paulo Vinicius F. dos Santos.
                                                     Publicado originalmente em: Ficções Humanas


No segundo volume da série da Rainha Vermelha, Mare Barrow precisa correr atrás dos sanguenovos para reforçar os seus quadros e realizar sua vingança contra Maven. Mas, isso pode ser um caminho muito mais tortuoso do que parece

Confiar verdadeiramente em alguém pode ser um ato difícil. Sempre existem problemas que fazem com que as pontes da confiança caiam. E então fica difícil recuperá-la. Mas, não é saudável também desconfiar de tudo e todos. Isso acaba deixando um indivíduo muito solitário. Será com esse conjunto de sentimentos que a protagonista da série precisará lidar neste segundo volume ao mesmo tempo em que precisa amadurecer e se tornar a líder de um movimento.

Esse é um livro com uma atmosfera bem mais sombria do que o primeiro. Achei ele até mais pesado em alguns momentos. Enquanto que no primeiro havia um fio de esperança no fim do caminho, aqui ele é inexistente. A cada momento, Mare é assolada pela desesperança. A presença de Maven se torna uma maldição para ela. Algumas cenas são pesadas como a do bebê no vilarejo ou a fuga da prisão de Corron. A autora não poupa ninguém e quando chegarmos ao final do segundo volume vamos encontrar uma personagem muito diferente da menina de Palafitas. Chega a ser cruel a trajetória que ela realiza.

Mais uma vez a narração é em primeira pessoa, na voz de Mare. Digo que isso prejudicou um pouco este segundo volume. Isso porque a autora acaba repetindo uma série de motes e sentimentos que a personagem viveu no primeiro volume. O mantra de Todos traem todos se torna chato após a vigésima vez que a personagem repete isso. Gostei da evolução que a personagem sofre no final em virtude de todos os obstáculos que ela precisa ultrapassar ao longo deste volume. Mas, em alguns momentos, é um pouco incômodo. Alguns capítulos podiam ter sido suprimidos. Curiosamente, achei que a metade final foi um pouco corrida enquanto que a primeira metade foi arrastada. Faltou equilíbrio na pena da autora. Entendo que alguns trechos eram necessários para estabelecer a construção/evolução da personagem. Mas, é o trecho final que importa mais. E eu senti que alguns momentos poderiam ter sido mais explorados.

Tivemos um bom desenvolvimento dos demais personagens. Farley, Kilorn e Cal tiveram muito espaço neste volume. Tendo as motivações estabelecidas era a hora de mexer um pouco na maneira como eles enxergam o mundo. Farley precisa lidar com o fato de que diante de Mare, ela acaba se tornando uma mera coadjuvante. A liderança da rainha vermelha vai se tornando cada vez maior, mesmo que esta não deseje esta liderança. Já Kilorn precisa deixar de lado o seu lado pescador para se transforma em um revolucionário digno de confiança. E, o pior de tudo, lidar com o sentimento ultraprotetor de Mare. Isso certamente vai levar a algum momento de conflito neste volume. Já Cal precisa superar a perda de seu pai e compreender onde ele se situa nesse momento. Onde está seu coração? Por que permanecer com a Guarda Vermelha? Qual é o seu objetivo? Esta e outras perguntas são respondidas ao longo da narrativa. Por isso eu gostei muito da maneira como Aveyard avançou o enredo ao mesmo tempo em que deu espaço aos outros personagens. A história não ficou centrada apenas em Mare. Por isso que eu gostaria que a autora tivesse deixado de lado a narrativa em primeira pessoa ou que pelo menos trabalhasse com Pontos de Vista.

Outro ponto fraco deste volume é a construção de mundo. Entendo que a autora deseje nos dar a impressão de desconhecimento já que a própria protagonista não conhece o resto do mundo. Seríamos ignorantes, sendo apresentados pouco a pouco ao mundo. Mas, neste segundo volume, acho que uma construção maior de mundo ficou devendo. Aqui era necessário. Para que pudéssemos compreender melhor o conflito entre Lakeland e Norta e onde se situam as demais nações. Fora que a autora precisa escolher como ela vai situar a tecnologia do mundo. É legal vermos os nossos personagens escapando em um caça super veloz, mas ela precisa estabelecer o que tem e o que não tem no mundo. Precisa colocar limites. Se tornou o samba do crioulo doido e a valsa do branco maluco. Caça, instrumento sônico, detectores... eu fiquei perdido. Em alguns momentos parece que esses instrumentos são criados do nada apenas para criar algum conflito na história. Ajeitar isso é bem simples: basta mencionar a existência deles em uma conversa informal. Mas, não, eles parecem jogados ao léu.

A velocidade de leitura também é alta. Não significa que o livro é excepcional, mas apenas que a autora sabe escolher bem as palavras e a trama não é difícil de ser compreendida. Os personagens já estão estabelecidos e tudo o que Aveyard precisa se preocupar é em conduzir a narrativa até o próximo momento. A partir do capítulo 20, a história ganha uma velocidade frenética. O leitor não consegue mais parar. Tudo acontece em uma sucessão tão rápida que só vamos conseguir pegar fôlego mais de 10 capítulos depois. A ação é espetacular e a fuga da prisão é fenomenal. A autora soube explorar de formas muito criativas os poderes dos personagens. Ela deixa um gancho muito bom para o próximo volume. Só acho meio enfadonho deixar a história terminar no meio de um momento-chave. Parece uma forma covarde de obrigar o leitor a comprar o próximo volume. É uma mentalidade a la The Walking Dead e seus finais de temporada. Criar o hype. Não sei se eu concordo com essa moda. Existem outras maneiras de terminar um livro.

A Espada de Vidro é uma continuação sensacional de uma série que já era muito boa. A autora desenvolve melhor os personagens de apoio e conduz a protagonista por uma verdadeira via crucis. Com uma narrativa mais sombria do que a anterior, alguns momentos são realmente pesados. Não concordei com a forma como a autora encerra este segundo volume, mas no geral a narrativa flui muito bem principalmente após a segunda metade.

Resenha - Aposta indecente


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Autora: Matilda Wright

Editora: Quinta Essência

Páginas: 240

Gênero: Romance de época

Sinopse: Paris, 1854. Um dos homens mais ricos da França, o marquês de Villeclaire tem uma vida luxuosa e despreocupada, onde não falta nada que o dinheiro e a sua posição social possam pagar. Mulheres, jogo, festas, caçadas, palácios…
Mas uma aposta faz com que os destinos de Villeclaire e Catherine Duvernois, uma jovem e misteriosa viúva, se cruzem, numa fase em que uma nuvem negra assombra os dias do belo marquês, prestes a casar, contra sua vontade, com Blanche de Belfort.



A vida de Louis de Villaclaire desmorona-se…

Quem é Catherine Duvernois? E Blanche de Belfort? Alguém está mentindo. Mas quem? Por quê? A resposta mudará para sempre o futuro destas três personagens.

Um romance arrebatador, que se desenrola entre os sofisticados salões da aristocracia parisiense e as deslumbrantes paisagens do vale do Loire, levando os leitores numa viagem inesquecível por cenários de sonho, durante o reinado do Imperador Napoleão III.


Caras leitora e leitores, uma das minhas metas para o ano de 2016 era ler mais romances, visto que eu li muito pouco do gênero no correr dos anos. E para minha surpresa, descobri que A.M.O. romances de época! Vocês podem me perguntar: Morgana você nunca tinha lido romances de época? E eu repondo: Já tinha lido sim! A muitos anos atrás,( mais ou menos 12 anos) eu descobri uma série de livros de uma autora (Que hoje tenho como Diva Master dos romances de época) chamada Judith McNaught. Eu amei os livros dela de cara! Mas com exceção das autoras  Elizabeth Thornton,  Hannah Howell, Deborah Simmons e, um pouco mais tarde, Julia Quinn (antes de ela ser oficialmente publicada do Brasil), acabei deixando o gênero de lado (porque, eu não sei até hoje) até o 2º trimestre de 2016. A partir de então, venho tentando cobrir o que foi publicado desde então e tenho amado 90% do que tenho lido. Falta muita coisa pra me colocar em dia? Sim! Vai conseguir ler tudo o que pretende do gênero? Sinceramente, não sei!

Numa das muitas compras que fiz ano passado, comprei Aposta Indecente da autora inglesa Matilda Wright. Ele acabou ficando esquecido na estante em meio a vários outros que ainda não li. Entretanto, esse mês eu queria ler um romance de época que poucas pessoas já tivessem lido. Fiz uma pesquisa no Skoob e lá me aprece justamente no topo da lista. Fiz uma breve pesquisa no Google e descobri que esse livro não fazia parte de uma série, que era único e GENTE, isso me ganhou! Não é novidade nenhuma que raramente encontramos um romance de época que não faz parte de uma série! (se você conhece mais romances de época que seja livro único, deixa como indicação nos comentários, PLEASE!) Outro fator que me chamou atenção é que o livro é ambientado na França e não na Inglaterra! Além disso, não se encontra muitas informações sobre a autora e nenhum outro livro dela (se é que ela tem mais) foi traduzido para português.

O ponto de partida desta história é uma exorbitante e extraordinária aposta estre o burguês Duvernois e o Marquês de Villeclaire, Louis. Duvernois apostou 2 milhões de francos e perdeu. Como não tinha a quantia em mãos, disse a Villeclaire que lhe pagaria em duas semanas e , se isso não acontecesse tudo o que ele possuía passaria a ser propriedade de Villeclaire, incluindo todas as suas propriedades, bens e inclusive pessoas! Porém, um dia antes do prazo expirar, Duvernois morre em um duelo, tornando Villeclaire o ganhador da aposta e do prêmio. Uma semana após o falecimento, Louis se vê as portas da casa de Duvernois a fim de apurar se ele possuía família e reclamar o que é seu. Ao adentrar a casa ele percebe o estado decadente a propriedade e descobre por intermédio do servo que existe uma Sra. Duvernois. Ele é levado a uma sala para que aguarde a viúva, uma viúva que ele imagina se tratar de uma velha e divertida senhora que precisaria de seu apoio. Mas, quando Catherine Duvernois entra na sala, Louis descobre que ela é uma jovem e linda viúva de apenas 22 anos, possuidora de penetrantes olhos verdes. A pergunta que não consegue parar de se fazer é: Como o velho Duvernois conseguiu uma esposa daquelas?

Como o prêmio de sua aposta definia que ele seria responsável não apenas pelas propriedades e bens do falecido, como também das pessoas ligadas a ele, Villeclaire percebe que sua vitória lhe trouxe mais problemas, dívidas e responsabilidades do que qualquer outra coisa. Rapidamente ele decide dispensar os poucos criados da propriedade com uma vultosa quantia, mas não sabe o que fazer com Catherine, pois a moça não quer que seu destino seja decidido por outra pessoa, mostrando-se arredia, desafiadora e pouco sociável. Desta forma, Louis decide de irá enviá-la dali a um dia para um convento, ficando enfim livre de mais uma responsabilidade. Mas a mulher o tinha impressionado demais para que Louis desse a questão por resolvida. Ele a desejava! Partindo do pressuposto de que Catherine tivesse sido uma prostituta anteriormente ao casamento (esse era o única motivo que ele conseguiu conceber para que uma jovem e linda mulher se casa-se com Duvernois), decidiu torná-la sua amante. Nem precisa dizer qual foi a reação de Catherine.

"- Parto amanhã para o Vale do Loire e vou levá-la comigo - disse Louis.
Catherine levantou a sobrancelha, admirada.

- Pensei que tinha falado num convento em Paris - retrucou.

- Não se trata de um convento. Mudei de ideia a seu respeito. É jovem e bonita, seria um desperdício escondê-la do mundo. Tenciono torná-la minha amante... por enquanto. Depois pensarei o que fazer com você.

[...] - Como se atreve!" Pág. 35.

O que Louis não sabia e que descobre durante a viagem, é que Chaterine Duvernois era, desde o nascimento, Catherine Maulévrier, filha do Marqês de Maulévrier. Catherine tinha sido o pagamento de uma aposta que o pai fizera com o velho Duvernois. O marquês tinha ficado desolado com a morte da amada esposa e omisso na criação da filha. Quando Catherine saiu da escola, viu nela a solução aos seus problemas. Ele a deu em casamento a Duvernois como pagamento da aposta que perdeu. A partir de então, Lady Catherine Maulévrier se tornou apenas Sra. Duvernois e, ao longo de 5 anos, seria tratada pior que uma serva, passaria fome e foi privada de sua liberdade na casa do marido. O único ponto menos obscuro em seu destino, era o fato do marido possuir preferência por homens, o que caracterizou a sua união  como um casamento por conveniência. Catherine viu na morte de seu mardo a tão sonhada liberdade. Todavia, como se seu tormento não tivesse sido suficiente nas mãos do marido, ela agora estava a mercê de um homem que iria transformá-la em sua amante. Desesperada, Catherine conta á Louis às circunstância de sua vida, mas o Marquês não acredita na moça e a leva para sua casa no Vale do Loire.

Já em sua casa, Louis reconhece que ficou um pouco perturbado com a história mais que fantasiosa que Catherine contou. A dúvida não o abandona. Receoso com a mera possibilidade de a história que Catherine lhe contou seja verdadeira, Louis prefere passar os primeiros dias de sua estadia no interior cuidando dos assuntos de sua propriedade. Mas independente da dúvida, Louis não para de desejar Catherine e com o passar dos dias, a situação só piora, até que em uma noite enquanto tocavam piano juntos, ele viu uma oportunidade de se aproximar da mulher, a mulher que não aceitou ser sua amante.

"Os seus rostos estavam muito próximos e bastou a Louis fazer um pequeno movimento para que os seus lábios tocassem os de Catherine. No início tocaram-se apenas. Catherine sentia-se tremendo interiormente mas era incapaz de recusar aquele beijo. Entreabriu ligeiramente a boca a pressão mais intensa de Louis. As mãos dele abandonaram o piano e deslizavam agora pelas costas da jovem, puxando-a para si e explorando-lhe a boca com a língua." Pág. 56.

Embora Catherine começasse a ver em Louis mais do que um libertino cruel, nunca iria aceitar ser amante dele. Ela não tinha reconquistado sua liberdade para perdê-la novamente e de forma tão indigna. Nem mesmo se ele a amasse e ela o amasse (verdade seja dita, os dois já nutriam esse sentimento um pelo outro, só não queriam admitir). Não cederia nunca a essa proposta. Louis, já impaciente e contrariado com a recusa de Catherine, resolve ir a Paris sanar de vez a dúvida que não o abandona: Catherine disse a verdade? Mas enquanto tenta resolver a questão, cai numa armadilha que irá obrigá-lo a casar-se com alguém por quem não sente nenhum afeto. E sua partida para Paris deixa Catherine a mercê de um terrível e desconhecido perigo. Conseguirá esse casal anular suas diferenças e viver um amor tão poderoso? Louis conseguirá se desvencilhar da armadinha em que foi preso? Catherine sobreviverá a tão grande Perigo? Só mesmo lendo pra saber!

Acho a história extremamente cativante e um tanto quanto original, mesmo não tendo gostado muito do ritmo de escrita da autora. Vale a pena ler Proposta indecente, um livro com um título que não é só sugestivo, mas que realmente nos apresenta propostas inaceitáveis, realmente propostas indecentes.
Até a próxima!

12º Encontro do Clube do livro de Itguaí


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Série A Rainha Vermelha



Olá Leitores!
Para comemorar 1 ano de clube do livro, no nosso 12º encontro, iremo debater a série A rainha vermelha da autora norte americana Victoria Aveyard.

Iremos embarcar no reino de Northa, mais precisamente, no condado de Palafitas para conhecer a Vermelha Mare Barrow e sua inesperada jornada. Numa sociedade dividida pela cor do sangue, vermelhos e prateado, Mare descobrirá que, mesmo sendo vermelha possui poderes da elite prateada. Como os prateados não podem conceber que uma vermelha possua poderes de um prateado, a elite de Northa forçará Mare a viver um mentira, uma mentira muito perigosa. Ela se verá emaranhada, numa rede de mentiras, perigo e num ambiente onde não sabe distinguir amigos de inimigos.
 
Então convidamos você, seja prateado, vermelho ou sanguenovo para embarcar nessa trama fantástica, distópica e política. mas não se engane, muitas reviravoltas, romance e aventuras irão rolar até o fim desta história!
Não perca! Será no dia 25/02 às 14hs, na Loja Nerd Place.
Aguardamos você lá!

Link do evento aqui!